terça-feira, 9 de maio de 2017

ARCA BRASIL



O comércio ilegal captura e comercializa animais silvestres que são retirados das florestas, campos e cerrados do Brasil e movimenta um negócio que rende, em média, um bilhão de dólares. Uma negociata vergonhosa que custa a liberdade e a vida de papagaios, araras, micos, jabutis, onças e outras espécies nativas. São milhares de espécimes aprisionados, torturados, vendidos, mortos!



Os animais silvestres vivem livres no ambiente natural onde nidificam, alimentam-se e exercem sua função no nicho ecológico. Quando aprisionados retirados da natureza ficam estressados e acabam por ativar sua autodefesa tornando-se agressivos. Na apreensão e transporte sofrem maus tratos. Unhas, presas ou bicos (no caso de aves) são aparados, passam fome, sede, frio ou calor e viajam escondidos em locais fechados por longas distancias. Se ficam doentes são abandonados ou mortos. Entre dez animais capturados, sete morre antes de chegar ao destino.


Em cativeiro apresentam dificuldades para crescimento e reprodução. Sua dieta alimentar é geralmente insatisfatória. Além disso, passam a sofrer tristeza, estresse, atrofia muscular e outras doenças contra as quais não estão imunes.


A captura de animais na natureza,significa prendê-los, vendê-los ou mantê-los como propriedade. Isso é tráfico e é crime com base na Lei de Crimes Ambientais nº 9.605/98, que proíbe a utilização, perseguição, destruição e caça de animais silvestres e prevê pena de prisão de seis meses a um ano ao infrator.



Todos os anos mais de 38 milhões de animais silvestres são retirados ilegalmente de seu hábitat no país, sendo 40% exportados, segundo relatório da Polícia Federal.




Os que ficam no país são vendidos em feiras livres e levados para cativeiros particulares. Não os retire do seu ambiente natural. Não venda. Não compre. Não os mantenha em cativeiro. Se o fizer estará contribuindo com o tráfico e infringindo a Lei.



Todas as regiões brasileiras estão envolvidas na rede do tráfico de animais, seja no fornecimento, na rota de transporte, na comercialização ou na retirada do país. A Região Sudeste (São Paulo e Rio de Janeiro) é a principal receptora e distribuidora do “produto” ao mercado interno e externo. Nos grandes centros são comercializados nas feiras como animais de estimação, para fins de cruzamento e reprodução e para experiências científicas. Esse comércio também é comum nas margens das rodovias próximas as reservas biológicas.


O papagaio é a ave mais vendida no Brasil e no exterior. Não participe desse crime! Lugar de bicho é em seu hábitat natural.



Ilza kozik (Tigresa)


Pedagoga e especialista em Ecologia

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