ARCA BRASIL
O comércio ilegal captura e
comercializa animais silvestres que são retirados das florestas, campos e
cerrados do Brasil e movimenta um negócio que rende, em média, um bilhão de
dólares. Uma negociata vergonhosa que custa a liberdade e a vida de papagaios,
araras, micos, jabutis, onças e outras espécies nativas.
São milhares de espécimes aprisionados, torturados, vendidos, mortos!

Os animais silvestres vivem livres no
ambiente natural onde nidificam, alimentam-se e exercem sua função no nicho
ecológico. Quando aprisionados retirados da natureza ficam estressados e acabam
por ativar sua autodefesa tornando-se agressivos. Na apreensão e transporte
sofrem maus tratos. Unhas, presas ou bicos (no caso de aves) são aparados,
passam fome, sede, frio ou calor e viajam escondidos em locais fechados por
longas distancias. Se ficam doentes são abandonados ou mortos. Entre dez
animais capturados, sete morre antes de chegar ao destino.
Em cativeiro apresentam dificuldades
para crescimento e reprodução. Sua dieta alimentar é geralmente insatisfatória.
Além disso, passam a sofrer tristeza, estresse, atrofia muscular e outras
doenças contra as quais não estão imunes.
A
captura de animais na natureza,significa prendê-los, vendê-los ou mantê-los
como propriedade. Isso é tráfico e é crime com base na Lei de Crimes Ambientais
nº 9.605/98, que proíbe a utilização, perseguição, destruição e caça de animais
silvestres e prevê pena de prisão de seis meses a um ano ao infrator.
Todos
os anos mais de 38 milhões de animais silvestres são retirados ilegalmente de
seu hábitat no país, sendo 40% exportados, segundo relatório da Polícia
Federal.
Os
que ficam no país são vendidos em feiras livres e levados para cativeiros
particulares. Não os retire do seu ambiente natural. Não venda. Não compre. Não
os mantenha em cativeiro. Se o fizer estará contribuindo com o tráfico e
infringindo a Lei.

Todas as regiões brasileiras estão
envolvidas na rede do tráfico de animais, seja no fornecimento, na rota de
transporte, na comercialização ou na retirada do país. A Região Sudeste (São
Paulo e Rio de Janeiro) é a principal receptora e distribuidora do “produto” ao
mercado interno e externo. Nos grandes centros são comercializados nas feiras
como animais de estimação, para fins de cruzamento e reprodução e para
experiências científicas. Esse comércio também é comum nas margens das rodovias
próximas as reservas biológicas.
O papagaio é a ave mais vendida no
Brasil e no exterior. Não participe desse crime! Lugar de bicho é em seu
hábitat natural.

Ilza kozik (Tigresa)
Pedagoga e especialista em Ecologia
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